Go to Top
  • Nenhum produto no carrinho.

DIA DO ESCRIVÃO É LEMBRADO COM SESSÃO SOLENE

Nesta sexta-feira, 08 de novembro, aconteceu no auditório do novo prédio da DGPC Sessão Solene em alusão ao Dia do Escrivão, comemorado todo dia 05 de novembro.

No evento, de iniciativa do Deputado Distrital Wellington Luís, vários Escrivães de Polícia foram homenageados com uma Moção de Louvor  da Câmara Legislativa. O grande agraciado do dia, no entanto, foi o Escrivão de Polícia Gaspar Vieira de Sousa, na Polícia há dezoito anos e que nesse período superou a incrível marca das mil lavraturas de auto de prisão em flagrante. Gaspar recebeu uma placa em alusão ao feito por ele alcançado.

O Presidente da Aesp/DF, Escrivão Agnaldo Machado Cruz, fez um discurso emocionado, onde colocou em pauta toda problemática  e carências desse Policial (ver discurso abaixo dessa matéria). Apesar da situação enfrentada pelos Escrivães em face da falta histórica de recursos humanos e da ênfase dada por Agnaldo à necessidade de se respeitar e tratar o Escrivão como um profissional fundamental à Polícia Civil, como de fato é, o Presidente da Associação dos Escrivães parabenizou e rendeu graças à categoria, torcendo para que em anos vindouros, além da lembrança da data que homenageia essa tão nobre carreira, que de fato esses bravos guerreiros tenham o que comemorar.

O Diretor Geral da PCDF, Delegado Jorge Xavier, presente ao evento, anunciou a regionalização de flagrantes, gratificação para os Escrivães que atuarem nessas regionais, bem como a institucionalização da escala de 12/24 x 12/72 para essa parcela do escrivanato.

Prestigiaram o evento Diretor Geral da PCDF, Jorge Xavier; seu adjunto Watson Warmiling; o Diretor de Polícia Técnica (DPT), Wagner dos Santos; o Corregedor Márcio Salgado; os presidentes do SINPOL, Ciro de Freitas, da APCAP, Sandra Lobo; do Sindepo, Benito Tiezzi; da Agepol, Francisco de Souza; além de familiares de homenageados, Policiais Civis de todas as carreiras e autoridades das várias esferas de Governo.

05 de novembro, dia do Escrivão. Mas comemorar o que?

Mais um ano chega ao fim. Novamente vimos o 05 de novembro, Dia do Escrivão de Polícia, com a mesma pergunta. O que nossa categoria tem a comemorar? Sessões solenes? Entregas de diplomas? Fixação de faixas alusivas à data? Almoços? 

 

Todas as formalidades não serão suficientes para promover qualquer tipo de sentimento de comemoração.

Qualquer comemoração será mais uma ofensa do que de fato reconhecimento à nossa tão importante, porém, combalida categoria.
Inquéritos parados ou apenas “passeando” das Unidades Policiais para os Fóruns, além dos plantões em duas, três e até quatro Delegacias a cargo de um único Escrivão numa escala de 24 horas, são reflexos da falta quase desumana de efetivo. 
Profissionais doentes, vítimas de distúrbios resultantes do trabalho; Falta de equipamentos apropriados para o desempenho das atividades cartorárias; Carência de softwares que ajudem a execução do trabalho do Policial Escrivão são registros da realidade sofrida por essa  categoria que é fundamental para estrutura da Polícia Judiciária. 

Seriam esses os motivos para comemorarmos o dia 05 de novembro?
Diretores da Polícia, parlamentares distritais e federais, secretários de segurança e diversas autoridades já foram procurados e cientificados com números e exemplos mais que preocupantes da realidade vivida pelo Escrivão de Polícia. Reuniões, reuniões e mais reuniões foram protagonizadas e encaminhamentos foram dados pela categoria que, no entanto, não teve nenhuma resposta concreta, se não a retórica aos seus justos pedidos.
Apesar de assim estarem sendo conduzidos, os pleitos dos Escrivães não são petições terciárias, sem importância ou irrelevantes. São necessidades que importam a saúde do profissional e ao bom andamento da prestação do serviço policial à sociedade.
Estamos preocupados com nossa saúde; Queremos uma carga de trabalho mais humana; Estamos preocupados com a Instituição que servimos e com a sociedade.

_ “Sem Escrivão a Polícia pára”. 
Ou se da à importância, o respeito, a valorização e a atenção devida a essa nobre categoria ou teremos uma paralisação espontânea dos cartórios (por falta de recursos humanos). E a extinção será o caminho natural de uma categoria que não atrai sequer mais interessados em ingressar na carreira, que da outra ponta vê seu quadro minguando por conta de aposentadorias, doenças, mortes e pedidos de exoneração.

Alguém pode se arvorar em dizer _”Mas o concurso já está aí…” Será mesmo?
Nosso quadro nunca foi completo, e agora, depois de vinte anos de sofrimento e da proliferação de delegacias, que somente raleou o pouco efetivo, surgem 90 vagas. Que com muito boa vontade estarão “em condições” no mês de julho de 2014. Quantos já terão se aposentado até lá?
Outro vai se arvorar em dizer _ “tem o quadro reserva…” É verdade, Isso é melhor do que nada, mas é muito pouco. 
Deixo aqui um alerta para o bem de toda a Instituição. Estamos trabalhando para apagar incêndios. Devemos trabalhar para evitar os incêndios. Nunca vi um trabalho com projetos para dez ou vinte anos à frente.  Se assim os gestores não fizerem estarão laborando para a auto extinção e não só dos escrivães, mas de toda a categoria policial civil.

Queria desejar um feliz dia do Escrivão a todos, mas o meu querer não se coaduna com a realidade.

 

Que nos anos vindouros esse fórum de celebração seja utilizado tão somente para comemorarmos conquistas.

 

Fiquem com Deus e um forte abraço a todos!!!!

 

 

Agnaldo Machado Cruz – Escrivão de Polícia – Presidente da AESP/DF.

Autor:Redação Escriba

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>