Aesp DF 2018.
Com edição da MP, forças de segurança do DF terão reajuste de quase 8%
Depois do imbróglio que se arrastou desde o início do ano passado, presidente da República edita medida provisória com recomposição para as corporações do DF. Impacto estimado, segundo o governo federal, é de R$ 504,97 milhões
Após uma série de reviravoltas e de um imbróglio que se arrastou desde o início dos atuais governos local e federal, o reajuste para as forças de segurança do Distrito Federal se concretizou. O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), editou, ontem, medida provisória que concede a recomposição salarial para policiais civis e militares, além de bombeiros. Pagos com recursos do Fundo Constitucional (cujos recursos provêm da União), os profissionais dependiam do aval da Presidência para que a medida saísse do papel.
O texto prevê que o aumento seja de cerca de 8% para as categorias. Para se chegar a um percentual similar para todos, foi preciso estabelecer método distinto para militares e civis, pois a composição salarial das forças é diferente. Por isso, o acréscimo será linear e de 8% para policiais civis. No caso de bombeiros e PMs, a saída para equilibrar foi conceder reajuste de 25% sobre a vantagem pecuniária especial (VPEs). Na prática, o valor final dos contracheques será cerca de 8% maior para todos.
A articulação para que a MP fosse editada com rapidez por Bolsonaro se justificou pelo fato de que o presidente deve sancionar, em breve, texto que garante auxílio para estados e municípios, com previsão de congelamento do salário de servidores. O Congresso retirou algumas categorias, como os profissionais da segurança, da restrição, mas Bolsonaro, a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que vetará os destaques. Por isso, era fundamental que o reajuste para as corporações do DF fosse aprovado antes do veto do presidente que impossibilitaria completamente a recomposição em 2020.
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