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Policiais do DF decidem manter movimento por reajuste, mas sem greve

Em assembleia, categoria defende continuar as articulações para que haja o aumento equiparado com os proventos pagos à Polícia Federal.
Servidores da Polícia Civil do Distrito Federal se reuniram nesta terça-feira (9/4) para discutirem os rumos do movimento pelo reajuste salarial da categoria. O governador Ibaneis Rocha (MDB) havia prometido, durante a campanha para o Butiti, pagar a paridade da Polícia Civil com a Polícia Federal em seis parcelas ao longo dos próximos três anos. No entanto, há uma semana, diante da crise financeira e da queda na arrecadação, afirmou que estão suspensos os aumentos do funcionalismo público. Alegou que a prioridade é pagar os salários em dia.

De acordo com o projeto apresentado pelo Executivo, o reajuste será dado em duas parcelas anuais, em abril e setembro. A ideia é conceder 10% da equiparação em 2019; 13% em 2020; e o restante em 2021.
O valor previsto para o Fundo Constitucional em 2019 é de R$ 14,2 bilhões. A previsão é de que o dinheiro seja dividido em R$ 8 bilhões para a segurança pública, R$ 3,3 bilhões para a saúde e R$ 2,9 bilhões para a educação. Essa foi a divisão aprovada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) em dezembro, antes do recesso do Legislativo.
De acordo com cálculos do secretário de Fazenda, André Clemente, haverá um impacto de R$ 96 milhões na folha de 2019 — mas poderá chegar a R$ 600 milhões no último ano. O aumento, no entanto, não depende só da vontade de Ibaneis. Ele precisa ser submetido ao Governo Federal e ao Congresso Nacional por se tratar de recursos da União.
Em nota, o Sindicato dos Policiais Civis do DF informou que “continua dialogando com os agentes políticos, federais e distritais, que já vem auxiliando no trâmite do reajuste, como também ampliar a negociação com novos parlamentares e autoridades”.
Os delegados de Polícia do DF também reforçaram que continuam as tratativas políticas para andamento na pauta da recomposição salarial.

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