Seja Bem Vindo!
Sky Esquerdo
Sky Direito

Falso fazendeiro que ostentava vida de luxo é preso por aplicar série de golpes no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, neste sábado (20), um homem indiciado por 14 crimes de estelionato. Segundo a investigação, Kauê Quaresma Passos, de 27 anos, ostentava uma vida de luxo para enganar as vítimas – principalmente, vizinhos nos condomínios onde morou.

As investigações duraram três meses. Segundo o delegado-chefe da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Gerson de Sales, a aparência de “alto nível econômico” e a rotina de ostentação do criminoso ajudavam a dissipar a desconfiança de quem fazia negócios com ele.

“Kauê era um estelionatário profissional. Bem vestido, de boa aparência, transitava com carros de luxo e se passava por neto de fazendeiro.”

Em um dos casos, o morador de um hotel de luxo no Lago Sul foi enganado ao simular a compra de um Porsche Cayenne. Segundo as investigações, Kauê convenceu o então vizinho a comprar o carro – e a pagar R$ 50 mil como adiantamento.

O comprador chegou a entregar o dinheiro, mas nunca viu as chaves do carro. O valor total negociado não foi divulgado. A versão 2017/2018 desse modelo de Porsche é cotada, na internet, em valores a partir de R$ 365 mil.

Ostentação

Para simular um estilo de vida mais “condizente” com os altos valores que negociava, o suspeito utilizava veículos de luxo – de montadoras estrangeiras como BMW, Audi e Volvo – e se apresentava como fazendeiro e dono de cabeças de gado.

“Ele chegou a pegar dinheiro emprestado com uma das vítimas, que estava interessada na compra dessas cabeças de gado, porém nunca devolveu o valor”, afirma o delegado responsável pelo caso.

Delegado-chefe da 1ª DP, Gerson de Sales — Foto: Marília Marques/G1Delegado-chefe da 1ª DP, Gerson de Sales — Foto: Marília Marques/G1

Delegado-chefe da 1ª DP, Gerson de Sales — Foto: Marília Marques/G1

A ficha criminal de Kauê também cita empréstimos contraídos com vizinhos, o financiamento de um carro de R$ 100 mil em uma concessionária de Brasília e até talões de cheque repassados por vítimas, que geraram dívidas ainda não quitadas. Ao todo, o “tombo” dessas pessoas é estimado em R$ 195 mil.

Até esta segunda-feira (22), a Polícia Civil ainda não tinha desvendado a origem dos veículos e objetos de luxo que o suspeito usava para “ostentar” no dia a dia.

Transferência falsa

Segundo a polícia, Passos também comprava celulares e tablets de alto valor em sites de comércio eletrônico, como a OLX. Na hora de pagar, ele falsificava a transferência bancária e apresentava comprovantes forjados.

As vítimas só percebiam o golpe quando já tinham entregue os eletrônicos. “Quando a vítima descobria, ligava para ele, que atendia, mas protelava o pagamento”, afirmou o delegado-chefe da 1ª DP, Gerson de Sales.

Os objetos, também de acordo com a Polícia Civil, eram revendidos por Kauê Passos para lojas físicas do DF.

Investigado em São Paulo

Fachada da 1ª DP, na Asa Sul, em Brasília — Foto: Marília Marques/G1Fachada da 1ª DP, na Asa Sul, em Brasília — Foto: Marília Marques/G1

Fachada da 1ª DP, na Asa Sul, em Brasília — Foto: Marília Marques/G1

Até esta segunda, Kauê continuava detido na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). O G1 não conseguiu falar com a defesa do suspeito. Além dos crimes no DF, ele também é investigado por supostos golpes aplicados em São Paulo.

Se condenado, o suspeito pode pegar até cinco anos de prisão por cada crime cometido. A mulher dele também responde em quatro das acusações de estelionato, porque aparece como titular em uma das contas usadas por Kauê.

Ela responde em liberdade porque, segundo a Polícia Civil, tem emprego fixo comprovado. Em depoimento, ela informou que atua como assessora parlamentar na Câmara dos Deputados.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.