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Coronavírus: DP limita ocorrências e é desautorizada pela PCDF

Na porta da unidade em Ceilândia, um aviso destacava que seriam atendidos apenas casos de emergência. Corporação criticou o informativo

Uma delegacia do Distrito Federal deixou aviso na entrada da unidade, na sexta-feira (13/03), informando que seriam atendidos apenas casos de emergência nos próximos 15 dias para evitar a disseminação do novo coronavírus. O informativo, porém, foi desautorizado pela corporação da Polícia Civil do DF (PCDF).

Na porta da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), o aviso destacava que seriam registradas apenas as seguintes ocorrências: “prisões em flagrante, homicídios, estupros, sequestros, roubos, roubos de veículos, remoção de cadáveres e ocorrências em que haja perecimento da prova”. Outros registros deveriam ser feitos pela delegacia eletrônica.

Conforme a PCDF, no entanto, todos os serviços e unidades policiais seguem em pleno funcionamento, “bem como os respectivos serviços de utilidade pública – emissão de carteira de identidade, registros de ocorrências, exames periciais, entre outros”.

Segundo fontes da polícia ouvidas pela reportagem, um plano oficial da corporação para lidar com a pandemia deve ser discutido pelo conselho da PCDF nesta segunda-feira (16/03).

Sindicato pede urgência
Diante dos crescentes casos de Covid-19 na capital do país, o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) disse, em nota, que solicitou à Direção Geral da PCDF a adoção de medidas urgentes para evitar a contaminação de servidores.

“As unidades policiais, postos de identificação, carceragem, postos policiais nos hospitais, delegacias, institutos, coordenações e divisões recebem centenas de pessoas que buscam os serviços da Polícia Civil todos os dias”, diz o texto.

Buscando prevenir a proliferação do vírus, o sindicato pontuou sugestões de medidas a serem adotadas pela corporação. São elas:

  • A distribuição urgente de equipamentos de proteção individual, tais como luvas, máscaras e álcool em gel a 70%.
  • Autorizar o registro e atendimento de plantão apenas a casos graves, como aqueles envolvendo morte, estupro, sequestro, roubos de veículos e flagrantes.
  • Divulgar em meios de comunicação que o registro de ocorrências deverá ser pela Delegacia Eletrônica.
  • Ampliar as naturezas de ocorrências passíveis de registro eletrônico.
  • Manter o número mínimo de seis policiais civis nas equipes de plantão, para atendimento de diligências internas e externas.
  • Autorizar os policiais de plantão a informar que o registro de ocorrências deverá ser prioritariamente por meio eletrônico.
  • Implementar as equipes de delegacia eletrônica com o mínimo de três policiais por turno de trabalho.
  • Suspender todas as oitivas e interrogatórios.
  • Suspender os autos de reconhecimento pessoal.
  • Autorizar os policiais a inverterem o horário de trabalho, a fim de que possam acompanhar familiares em idade escolar ou idosos que precisem de atenção especial.
  • Policiais cujo cônjuge também exerça atividade ou ofício externo terão prioridade para optar pela inversão de turno.
  • Autorizar que os inquéritos e expedientes de trabalho que ainda não estejam digitalizados saiam da unidade de trabalho, sob carga do servidor.
  • Autorizar o trabalho remoto ou home office para continuidade de investigações, relatórios, laudos e outras peças investigativas.
  • Proibir as visitas a presos no âmbito da PCDF.
  • Suspender os trabalhos dos postos de identificação, inclusive os que funcionam nas unidades do Na Hora, excepcionando-se os casos urgentes.
  • Priorizar a produção de laudos por meio remoto e outros documentos oficiais, pelo Instituto de Identificação, Instituto de Criminalística e Instituto de Médico Legal.

“O Sindicato dos Policiais Civis do DF também se coloca à disposição da administração para medidas que visem difundir as medidas de prevenção a serem tomadas, bem como de contribuir para que a saúde do servidor e de seus familiares sejam preservados”, finalizou o Sinpol-DF.

Através da Metrópoles

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