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Polícia Civil captura 30 foragidos da Justiça pela Operação Cronos II

As prisões aconteceram em todo o DF e Entorno de Goiás. A força-tarefa foi deflagrada nesta terça-feira, mas há delegacias que cumprem mandados desde semana passada

Policiais civis do Distrito Federal já cumpriram 30 mandados de prisão pela Operação Cronos II, deflagrada na manhã desta terça-feira (28/5), a nível nacional. A força-tarefa é coordenada pelo Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (Concpc), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi).

O alvo desta operação são criminosos que cometeram delitos contra a vida, sobretudo homicídio e feminicídio. No DF, apenas três mandados são contra homens acusados pelo crime de gênero. Segundo a Divisão de Comunicação da Polícia Civil, na capital, esses 90% dos casos desse tipo são elucidados durante o curso dos inquéritos nas delegacias e, em outros, o assassino tira a própria vida logo após o assassinato.

De acordo com o delegado Robson Cândido, presidente do Concpc e diretor geral da Polícia Civil do DF, embora os números de feminicídio na capital federal sejam alarmantes, ele destaca o fato de que as mortes de mulheres são tratadas como crime de gênero desde a comunicação da morte.

“É um protocolo que trabalhamos na polícia e que, ao longo da investigação, pode mudar. Um caso pode ser tratado como feminicídio, mas, conforme as descobertas dos agentes, chega-se à conclusão de que se trata de homicídio. Portanto, estamos aprimorando as informações para divulgarmos dados claros”, disse.

Prisões 

Na 23ª Delegacia de Polícia (Setor P Sul — Ceilândia), um homem foi preso pelos homicídios consumado e tentado contra uma família do Pôr do Sol. O crime aconteceu em 1º de maio, quando pai e filho discutiram com o acusado, Rilton Bruno de Almeida, 34, a irmã dele, Carla Fabiane de Almeida, 29, e o cunhado, Samuel Ribeiro Guedes, 42.

“As vítimas discutiram com os suspeitos em um bar da Quadra 402 do Pôr do Sol. Pai e filho decidiram ir embora, mas o trio foi atrás deles. Samuel atirou várias vezes, acertando-os. O garoto de 23 anos ficou caído no chão, mas o pai dele, de 49 anos, ainda conseguiu levantar e tentar tomar a arma de Samuel. Neste momento, Carla deu uma facada nele. Ainda tentando proteger o filho, não desistiu, momento em que Rilton Bruno deu um mata-leão nele, que desmaiou”, explica o delegado Maurício Iacozzilli, adjunto da 23ª DP.

Wadaney Darling Alves, foi socorrido ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) com o pai. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos. “Por meio de informações de testemunhas, chegamos até a autoria do crime. Rilton Bruno acabou preso em casa, mas ainda estamos em busca do casal, Samuel e Carla. Pedimos que qualquer informação sobre o paradeiro deles seja passada anonimamente para o 197”, pede o delegado.

Da semana passada até esta terça-feira (28), agentes da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP) detiveram 11 foragidos. No sábado (25), dois membros da facção criminosa carioca Comando Vermelho foram presos. Investigadores da CHPP encontraram áudios em quatro celulares apreendidos dos suspeitos, os quais indicam um esquema para o assassinato de policiais.

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