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Quatro servidores da Polícia Civil de Brasília prestam apoio à equipe de Minas Gerais para liberação e identificação de mortos no desastre.
Os peritos da Polícia Civil do Distrito Federal chegam nesta terça-feira (5) ao nono dia consecutivo de trabalho na identificação das vítimas da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais. Segundo o último balanço, 134 pessoas morreram no desastre e 120 corpos foram identificados.
Os quatro servidores do Departamento de Polícia Técnica de Brasília deixaram a capital federal em 28 de janeiro. A equipe é formada por uma perita criminal, uma papiloscopista policial e dois médicos-legistas.
O grupo faz parte da mesma equipe da PCDF que, em 2011, atuou na identificação de mortos no deslizamento que ocorreu na região serrana do Rio de Janeiro. A expertise no trabalho também foi empregada no atendimento às vítimas do acidente com o Boeing da Gol, em 2006, em Mato Grosso e, em 2007, após o terremoto no Peru.

Comoção
Para o geneticista forense e especialista em identificação humana, Samuel Ferreira, apesar da tragédia e comoção com o número de mortos no desastre, o trabalho de identificação em Brumadinho é “gratificante”.
“É muito gratificante por poder ajudar a resgatar e a ‘devolver’, de alguma forma, a memória daquela pessoa a seus familiares.”
Trabalho de identificação
A equipe de peritos e médicos-legistas de Brasília atua no registro, cadastro, identificação e liberação dos corpos que chegam de Brumadinho. Todos trabalham na capital, Belo Horizonte.
Os profissionais também emitem parecer com a declaração de óbito de corpos encontrados em pedaços. Com as informações, a equipe montou um banco de dados usado para aprimorar a identificação.
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Tragédia em MG
O rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), no último dia 25 de janeiro, deixou um rastro de lama, pessoas mortas, desaparecidas e destruiu casas na região.
A avalanche de lama atingiu a área administrativa da Vale, responsável pelo empreendimento, inclusive um refeitório e parte da comunidade da Vila Ferteco. Até esta segunda-feira (4), 134 corpos foram encontrados e 199 pessoas seguem desaparecidas.
Segundo o presidente da empresa, Fábio Schvartsman, vazaram 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos – na tragédia de Mariana, há 3 anos, foram 43,7 milhões.



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